A Igreja encontra força na fraqueza: superar uma pastoral de conservação e manutenção

Vivemos em uma Igreja com um viés conservador muito forte e que hoje exige de nós a superação de uma pastoral de conservação ou de simples manutenção. Para que isto se torne realidade devemos começar nos propondo a uma abertura que conduz para a conversão, pois a superação exige abertura para o outro, exige disposição de caminhar, de se encantar pelo Reino de Deus, de ser profeta que saiba anunciar o que já recebeu do próprio Deus.


A tarefa de proclamar e realizar a Boa-Nova constitui o objetivo da evangelização e é a nós confiada pelo próprio Cristo. Todo sentido da Igreja, é estar à serviço da implantação do Reino de Deus, e enquanto Igreja implica na participação de todos, na descentralização, no dialogo, no serviço, em especial aos mais pobres e marginalizados. No entanto para que isso aconteça se faz necessária uma profunda sensibilidade humana, sensibilidade esta que vai ao encontro de outras cultuas, de novas formas de compreender e celebrar a vida.


Como nos diz o Papa Francisco na Evangelii Gaudium (EG): “Sair da própria comodidade e ter coragem de alcançar todas as periferias que precisam da Luz do Evangelho” (EG 20)

Percebemos também no mundo em que vivemos a necessidade de um processo constante de inculturação, pois vivemos um momento de ruptura entre a cultura e o Evangelho. Desta forma, necessitamos anunciar o Evangelho de modo inteligível à mentalidade de quem acolhe o anúncio.


Para que possamos nos fazer presentes de forma qualificada na sociedade em que vivemos, necessitamos de pessoas bem formadas, que se tornem sujeitos da caminhada, capazes de responder pela própria Igreja em seus lugares de trabalho, nos mais diversos campos de nossa sociedade, auxiliando também no processo de superação do clericalismo. Além disso, sujeitos que saibam tomar a iniciativa, especialmente a partir da misericórdia, que conduzam para a caridade, para ações que libertam e promovem a vida, para um alto índice de missionariedade em nossas comunidades.


Somente diante de uma Igreja onde cada batizado se torna sujeito, seremos capazes de retomar o profetismo, diante de uma sociedade onde o neoliberalismo e o consumismo se alimentam do sangue do ser humano.


Porém, diante de tantos desafios a nós apresentados, percebemos momentos de alegria, de profetismo, vindo de pessoas que na sua simplicidade e profundidade se doam, e revelam o amor que receberam de Deus as demais, tornando-se assim verdadeiros e verdadeiras discípulos(as), missionários(as) de Jesus Cristo, com “cheiro de ovelhas” (EG 24). Diante disto, somos chamados(as) a celebrar, a festejar, pois Deus continua agindo em meio ao nosso povo e os convidando a perceber os sinais do Reino já presentes em nosso meio.


Reafirmamos a necessidade de uma Igreja aberta ao diálogo com o diferente, com outras culturas... com outas maneiras de viver e compreender a realidade, na certeza de que juntos somos mais fortes, pois sempre temos algo a aprender do outro e algo a oferecer de nós mesmos.


Frei Armando Mariani, OFM

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