A regeneração de Francisco: um catolicismo que ama

Percebemos em Francisco notáveis mudanças de comportamento quando observamos seus antecessores, inova inúmeras vezes com a tradição pontifícia e concede assim uma nova forma de se pensar a Igreja. Fato bem menos comentado é o aspecto com que o sumo pontífice transcende uma fé que ama, ecoa uma sinergia dentro das nossas paróquias nos dias atuais que pouco aparece em séculos de antigas tentativas.

Francisco é um homem de profundo entendimento sobre os assuntos dos céus e também os da terra. Sabe exatamente como mudar ambientes em profunda sincronia com o Espírito Santo, munido do que tem como mais marcante, amando como Jesus amou em um mundo que segue coberto de raiva. É imprescindível compreender como funciona um plano de amor antes de cair em um contexto exagerado de puritanismo, contexto esse que nada cabe ao que é e como age o Santo Padre. Esse plano funciona não pelo que proporciona e sim pelo que deixou de proporcionar, existe de forma única pois não se entende como dono de almas e sim médico delas. Funciona quando oferece de braços abertos um sorriso no rosto que ama e ensina o que Cristo ensinou, funciona e aproxima pois teve coragem de pisar em vaidades como Maria pisou. Essa regeneração ocorre de dentro para fora, quando os membros da Santa Igreja se colocam unidos em verdadeira fraternidade, que logo nos remete aos Franciscanos que vivem essa verdade tem séculos. Essa fraternidade proporciona uma sincronia de pensamentos dentro de um novo clero que faz com que seus posicionamentos cheguem rapidamente aos leigos. Francisco tem a coragem de Paulo, coragem preternatural que torna modelos e projetos em constantes louvores que ressoam sobre nós católicos.

Temos todos um enorme compromisso com Francisco. Somos membros dessa nobre e Santa Igreja que como nunca antes deve ser amada e protegida, amada em verdade como Jesus nos amou e protegida como pedra que nunca cede. Jardineiros dos céus é o que devemos ser, buscando em cada momento dos nossos dias plantar um pouco do que Cristo nos ensinou, demonstrando em gestos e não em ordens um catolicismo que ama.

Álvaro Brandão – vocacionado franciscano




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