O agir pela misericórdia em tempos de pandemia na ótica do pensamento do Papa Francisco

O Papa Francisco na Exortação Evangelii Gaudium afirma que a nossa conversão passa pelo encontro com o Evangelho. Este processo exige muita paciência. O primeiro e principal critério colocado pelo Papa para é o testemunho: ser discípulos-missionários da misericórdia. Cada um é chamado, na sua fragilidade, a abrir-se ao amor de Deus, para que, na acolhida do outro, construa pontes, em vista do bem comum de todos.

A alegria que a Boa Nova provoca na vida das pessoas mediante o ir ao encontro do outro é movida pela ternura e compaixão. Diante do sofrimento do outro não se consegue ficar indiferente. O Papa Francisco afirma que “o Evangelho convida, antes de tudo, a responder a Deus que nos ama e salva, reconhecendo-O nos outros e saindo de nós mesmos para procurar o bem de todos. [...] Todas as virtudes estão ao serviço desta resposta de amor” (EG 39). E continua “Aquele que se encontra com ele e continua com ele aprende a gramática da vida cristã e, em primeiro lugar, a necessidade de perdão e da reconciliação, da fraternidade e do amor que os cristãos têm a tarefa de reverberar em todo o mundo como testemunhas alegres da misericórdia de Deus. Não se trata apenas de expressar sentimentos de compreensão, compaixão e proximidade a todos os que vivem em situações de sofrimento físico, moral, mas de entrar profundamente em suas realidades, com toda a ternura, a generosidade e a solidariedade para assumir a responsabilidade total perante as dificuldades dos outros, trazendo consolação, esperança e coragem a fim de preservar no caminho do Senhor e da vida. A novidade da vida cristã é o próprio Cristo, sua palavra de salvação e de vida, porque Ele é a salvação e a vida”. (FRANCISCO, Papa. A Igreja da Misericórdia, p. 8)

O Papa desta forma deixa entender que Cristo não veio para condenar ninguém, mas para salvar a todos. A misericórdia não é um conjunto de leis, sob as quais se avalia a conduta das pessoas. A misericórdia é uma forma de viver a partir do Evangelho. O Papa Francisco na Carta Apostólica Misericordia et Misera afirma que “a misericórdia não pode se reduzir a um parênteses da Igreja, mas constitui a sua própria existência, que torna visível e palpável a verdade profunda do Evangelho. Tudo se revela na misericórdia; tudo se resume no amor misericordioso do Pai” (MM 1). Ela deve levar à prática da caridade e do amor para com o próximo. Ela também é referência para a busca da paz, pelo bem comum e no respeito às diferenças.

Frei Paulo Eduardo Müller, OFM

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