A vocação do Padre Franciscano

Olá, amigos nossos e de São Francisco,

Paz e Bem!

Primeira semana de agosto, mês em que a Igreja celebra as vocações, e, nesta semana, especificamente celebramos a vocação para o Ministério Ordenado. De praxe, lá nos tempos de nossa infância catequética, aprendemos que três são os graus da ordem: diaconato, presbiterado, e episcopado. Segundo consta dos estudos da catequese, a raiz bíblica do Sacramento da Ordem é 2Tm. 1, 6. Neste texto São Paulo exorta a Timóteo “reavivar em si o dom de Deus que recebeste pela imposição” de suas mãos. Portanto, outra lembrança catequética, e o Catecismo de nossa Igreja nos ensina que o “sacramento da Ordem, é o sacramento do Ministério Apostólico, pois é missão confiada por Jesus a seus Apóstolos, missão que continua sendo exercida na Igreja até o fim dos tempos”, (CIC. 1536).

Diferentes são as maneiras que os jovens rapazes sentem o chamado ao Ministério Ordenado, uma só deve ser a resposta: consagrando-se a Deus, deve amar, proteger e servir a Comunidade-povo instruindo-a, santificando-a e dirigindo-a como pastor, como luz, como videira a exemplo de Jesus Cristo.

Da saída da casa da família rumo ao seminário, até a ordenação sacerdotal, vão-se aí no mínimo oito anos de formação humana, cristã, filosófico-teológica. Como existem os diáconos permanentes – homens casados que são ordenados para colaborarem na sua Comunidade-Paróquia testemunhando casamentos, presidindo o rito do batismo, colaborando na catequese; os diáconos temporários, são aqueles que serão ordenados padres; existem os padres diocesanos e os padres religiosos.

Mas, que diferença faz ser sacerdote diocesano ou religioso? O sacerdote religioso está ligado juridicamente a uma Ordem/Congregação, e a uma fraternidade específica; professa os votos de pobreza, castidade e obediência; já o sacerdote diocesano está ligado ao senhor Bispo e a sua Diocese. Numa Ordem/Congregação existem religiosos padres e religiosos irmãos num mesmo Convento. Já na Casa Paroquial não raro reside somente o padre.

Existem outras pequenas diferenças, mas o importante que tanto o padre religioso como o diocesano tem a sagrada função de cuidar do povo de Deus em todas as dimensões: oração, catequese e espiritualidade, social, missionária, bíblica.

De sua origem nossa Ordem, a Ordem dos Frades Menores Franciscanos, é de fundação laica, pois São Francisco de Assis era leigo, no entanto, muitos foram os sacerdotes que palmilharam o Evangelho na espiritualidade dos Penitentes de Assis, a exemplo, Santo Antônio, o santo da gentileza, da pregação do Evangelho, da caridade, e do pão repartido entre os irmãos, o santo das boas promessas para casamento.

Nos idos de 1.226, já próximo a sua morte, São Francisco de Assis dita seu Testamento Espiritual, herança espiritual aos frades, e neste ele ressalta que quer “ter sempre um clérigo que reze [com ele] o ofício, como consta a Regra”. Regra evangélica totalmente inspirada na vida e na obra de nosso Senhor Jesus Cristo, o mesmo Senhor que o inspira escrever as vinte e oito Admoestações, pequenos opúsculos que se tornam modelo reflexivo-formativo para os frades.

São Francisco não faz distinção entre padres e religiosos-irmãos, ele Acolhe irmãos, e como irmãos todos são chamados a “observar e viver” o Santo Evangelho, sem próprio, em castidade e obediência, conforme a orientação do senhor Papa, e da Santa Igreja, (Rb, cap. I).

Como prevê o Decreto Vaticano II, “O Presbiterato na Missão da Igreja”, cabe ao presbítero “se dedicar a oração e à adoração a Eucaristia, ministrar os sacramentos, anunciar a Palavra de Deus, e exercer o seu Serviço Ministerial por meio do ensinamento, do culto divino, e do governo pastoral”; e buscar viver a fraternidade com todos os homens.

Atualmente o Campo missionário, pastoral e de evangelização é bem diversificado: Paróquia, Capelania Hospitalar e Militar, Formação nos Seminários e Institutos Filosóficos e Teológicos, Escolas, mas a missão é única: “Ide, batize em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, ensine a observar tudo o quanto vos mandei […] (Mt. 28, 19 – 20)”. E você, jovem, já pensou em ser padre? Consagrar-se a Deus?


Frei Ronildo Arruda, OFM (Província do Santíssimo Nome de Jesus do Brasil)




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