JUVENTUDE: CUIDADO E AFETO

Atualizado: 7 de Out de 2018

Quando se pensa em missão com a juventude, se cogita todo tipo de discussão que possibilite ao jovem uma visão crítica sobre diversos problemas de cunho social, tais como: aborto, eutanásia, violência, migração, AIDS, gênero, meio ambiente, etc…                                                                    No entanto, na história de cada jovem, nunca é possível começar pelo social sem levar em conta sua individualidade, seus desejos, suas paixões, os caminhos já percorridos. Lembro-me de um guri de 16 anos que me procurou para uma conversa, e de modo surpreendente, disse:

“Vim aqui porque ninguém cuida de mim.”

Portanto, existem modalidades com acentos diferentes de ser e fazer missão com a juventude: uma que leva o jovem a situar-se sobre a realidade sem levar em consideração os afetos e sentimentos; outra, porém, que focaliza a missão por meio do cuidado e afeto. Estes não se opõem a abordagem de problemas sociais. Pelo contrário! Permite uma matiz diferente. Por meio do afeto o jovem coexiste com todos os outros.  Quando o jovem se reconhece como ser-no-mundo, na forma de cuidado e afeto, então vive a experiência fundamental da existência, daquilo que realmente importa na vida.


No trabalho pastoral, corre-se o perigo de dar supremacia aos resultados minimizando as condições emocionais e afetivas de cada jovem. O equilíbrio emocional da juventude não recebe a atenção devida da Igreja. Além dos problemas afetivos, há quatro grupos diferentes de dificuldades: sexuais, de concentração, comportamentais e de escolha profissional.  Tudo isso permeado pela grande indagação: “Qual é o Sentido da Vida?”.



Nos nossos grupos se apresentam, também, jovens com feridas emocionais profundas, não conseguindo caminhar em grupo. Por isso, o atendimento terapêutico é o grande aliado da pastoral, oferecendo a possibilidade de reconstrução dos afetos. A felicidade não é resultado de uma escolha profissional bem sucedida. É consequência de uma soma de fatores bem cuidados e preservados.                                                  Na atividade pastoral, o cuidado precisa estar sempre presente e apresentar-se como alternativa válida diante dos conflitos. Crises e problemas quando permeados em afeto criam condições mais saudáveis.                                             Que nunca falte ternura em nossos grupos de jovens!



Walter Frederico Garcez Fraternidade Franciscana Três Companheiros

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